"Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, todos vão entender que dinheiro não se come". ( VALDOMIRO MAICÁ)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Plantas do Pantanal combatem a dengue

Aquidauana (MS) - Num acervo de 4.400 plantas coletadas no Pantanal Mato-Grossense, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encontraram três espécies que inibem a replicação do vírus da dengue. Os extratos vegetais foram testados em células infectadas com os vírus dos tipos 2 e 3. A pesquisa caminha agora para nova fase, a de testes em animais, para avaliar a toxicidade.

O trabalho tornou-se possível por causa de uma estratégia que tomou fôlego nos últimos cinco anos na Fiocruz - a de descentralizar as atividades e fazer ciência no interior do País, tirando proveito das diferenças regionais. A Fiocruz já está em nove Estados, além do Rio de Janeiro - Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Amazonas, Rondônia, Ceará, Mato Grosso do Sul e Piauí. Está em negociação a abertura de um polo no Rio Grande do Sul.

No Mato Grosso do Sul, os trabalhos dividiram-se em várias linhas de pesquisa - da saúde indígena à busca por novas moléculas a partir da flora local, além da formação de mão de obra. O diretor da Fiocruz-MS, Rivaldo Venâncio da Cunha, diz que a primeira etapa do trabalho em Campo Grande foi identificar as instituições que poderiam ser parceiras da fundação. "Não vamos repetir o que eles já estão fazendo. A história não começa com a chegada da Fiocruz." Nessa busca por parceiros, chegaram à Universidade Anhanguera-Uniderp, onde o curso de agronomia já tinha catalogado 4 mil plantas do Pantanal Mato-Grossense.

Ao testar as possibilidades terapêuticas das plantas, os pesquisadores chegaram a três famílias capazes de inibir a replicação do vírus da dengue. "Uma delas teve atividade fenomenal. Vamos tentar sintetizar a molécula e testar em modelo vivo", disse a pesquisadora Jislaine Guilhermino. As Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram escolhidas como prioritárias por causa de "vazios de desenvolvimento de ciência e tecnologia", diz o presidente da instituição, Paulo Gadelha.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

V Seminario de arroz em terras altas(1)

V Seminario de arroz em terras altas(3)

V Seminário Cultura do Arroz de Terras Altas


Seminário discutiu cadeia produtiva do arroz em MT e apresenta novas tecnologias

A cadeia produtiva do arroz foi o tema central do ‘V Seminário Cultura do Arroz de Terras Altas’, que ocorreu na quinta-feira (24/09), na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), a partir do meio-dia. 

O evento reuniu especialistas, empresários e produtores para discutir a atual situação do segmento e as perspectivas futuras, além de apresentar projetos inovadores, como a geração de energia elétrica a partir da casca do arroz, e novas cultivares de arroz e feijão para garantir uma safra de boa qualidade.

O evento foi organizado pelo Sindicato Estadual das Indústrias do Arroz no Estado de Mato Grosso (Sindarroz-MT), em parceria com a Embrapa. Segundo o presidente do Sindarroz-MT, Lázaro Modesto, os debates serviram para melhorar toda a cadeia produtiva do arroz, que envolve desde a pesquisa, produção e beneficiamento pela indústria. “Nosso objetivo é oferecer um produto cada vez melhor aos consumidores”.

O ‘V Seminário do Arroz de Terras Altas’ contou com o apoio da Fiemt, Agro Norte Pesquisa e Sementes, Empaer-MT e Abiarroz.  

Foto: Emir Feguri (Biólogo);  Napoleão Souza (Engº Agrônomo); Valdivino Borges (Engº Agrônomo); Sebastião de Campos Filho (Engº Agrônomo)  ; Valter Martins (Engº Agrônomo). - Empaer/MT.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso produziu, em 2014, um total de 583.449 mil toneladas de arroz, sendo que a região Norte concentrou 25% da produção estadual, com destaque para os municípios de Matupá, Guarantã do Norte e Alta Floresta. Para este ano, a estimativa é de aumento da produção para 612.966 mil toneladas, um incremento de 5%. Segundo o Sindarroz-MT, a maior parte do arroz produzido no Estado é comercializada no mercado interno.







Foto: ARI HOFFMANN ( Especialidade na Agricultura de arroz, milho e soja).
 SINOP/MT




Fotos: Slides apresentados abaixo expõem questionamentos para o público presente refletir sobre os novos desafios, e mobilizar parcerias e aglutinar para não se perder o foco de manter a qualidade e o espaço do plantio. 








Maiores informações procure o SINDARROZ/MT na FIEMT - Cuiabá/MT.

*Fotos: Dainir Feguri

*Fonte: FIEMT.

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